terça-feira, 30 de setembro de 2008

Votacao ao Rubro ... Selo longe de estar atribuido!!!


Movimentacoes estranhas nos ultimos dias, com trocas de votos que puseram prego atado fora da corrida e com uma aproximacao vertiginosa de Marta das Sanitas e Joka Milho ao primeiro classificado que ja era considerado por muitos o vencedor antecipado ...

Quem sera o Vencedor, o grande selo, nesta batalha disputada Grao a Grao, Pega a Pega, Poio a Poio ... ?!

domingo, 28 de setembro de 2008

terça-feira, 23 de setembro de 2008

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Parabéns Nuninho

Espero que gostes...



Um abraço

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Movimento Paralimpico

Muito bem, chegamos ao final das férias (sim, soube a pouco mas agora só para o ano, pelo menos para alguns). E esta altura é aquela em que na primária os professores pediam sempre para fazer aquela composição acerca das nossas férias. Haviam sempre aventuras mirabolantes mas quanto a mim confesso que sempre inventei nessa composição, afinal o que um puto de 8 anos queria era ter histórias porreiras para contar e ser considerado fixe (o que quer que isso seja). Mas acho que todos passamos por isto. Ora bem, esta história deverá ser fixe, primeiro porque é verdade e depois porque é contada por quem de direito (palavreado caro?). Para alguns vai ser secante, principalmente para os analfabetos, os outros...bem, vão dizer o mesmo de sempre (tirem-lhe a pass e afins...eheheh). Mas eu tenho de contar, sou teimoso.
Passando ao que interessa, eu não tenho uma história mirabolante de rir e chorar por mais. Tenho antes a história ridícula de um gajo que caiu da bicicleta e com isso estragou umas férias. Eu sei e já ouvi milhões de vezes: "Ó Dias, ninguém cai da bicicleta!" Eu até concordo, no entanto, o meu ombro pode comprovar que ainda há gente que cai de bicicleta. (Só o meu ombro e o Bruno Neves, que Deus o tenha - mórbido eu sei).
Ainda assim, no estado físico em que me encontrava, todos os dias das férias são uma vitória. Porquê, perguntam vocês? (ou não). Não é pelas miúdas que um tipo conhece e logo na disco sabe-se lá o que vai acontecer, nada disso. Tudo começa por simplesmente conseguir adormecer numa enfermaria de hospital. Uma aventura quando se tem em conta o entra e sai de enfermeiras (sugestivo??), o ressonar de uns e os gemidos de outros.
Depois há um dia em que vais para casa e há todo um conjunto de tarefas que encaras só com um braço, as mais complicadas serão:
  • Calçar um par de meias;
  • Ir a uma casa de banho no shopping (a cara das pessoas vale por tudo aqui).

Depois de passados um mês e meio, um gajo chega ao dia D, aquele dia em o Ortopedista decide arrancar (literalmente e a alicate) os ferrinhos do ombro e tirar o imobilizador. O que sucede? Simplesmente nada, o braço está a metade do tamanho e os músculos estão atrofiados (e nem foi preciso a ajuda do Ace e do Hugo). É então que o braço cai...aí tudo muda de figura e um gajo berra e pede a todos os santos (o que nos lembramos nestas alturas) para que o tempo volte 30 minutos atrás. Mas pronto, agora há que aguentar e pensar em mexer, sim mexer. Soa fácil e tudo, mas nunca o é com um enfermeiro (ou fisioterapeuta, como ele diz se chamar a profissão, confesso que é impossível de acreditar que o seja). Mas adiante, a filosofia e lição a tirar neste ponto é simples: Se pensaste que já sofreste o suficiente para os teus netos sentirem as dores que sentiste....pensa novamente, vais sentir o suficiente para a quinta geração da tua prol gemer de dores sempre que cortar um bife.

Bem, porque me estou a alongar demasiado em detalhes e isto está mesmo a ultrapassar o limite de palavras dado pela professora, penso já em finalizar deixando apenas mais três considerações:

  • A primeira diz respeito ao dia mais feliz que terão em todo este processo. Será aquele em que pela primeira vez se meterem debaixo de um chuveiro. Parece simples, mas sem braços presos e sem sacos a tapar o ombro torna-se um momento de felicidade...upa upa... Não sei mesmo se foi o dia mais feliz da minha vida, mas o mais limpo foi de certeza.
  • Em segundo lugar e estando em plena recuperação, vais mexendo a asa com movimentos pouco acertados e dolorosos e o "fisioterapeuta" aconselha a andar com um peso de 1kg sempre que possível e a levar a mão á boca muitas vezes. Seguindo estas indicações eu ando com 1kg de arroz para todo o lado e vou bebendo uns finos. Tem ajudado bastante e são apenas dois exercícios que acebei por considerar indispensáveis na recuperação deste tipo de lesões.
  • Por último, desconfiem das bicicletas, mas se caírem não pensem que valerá a pena pelas enfermeiras. A minha experiência pessoal nesse capítulo leva-me a alertar que enfermeiras jeitosas são um mito urbano criado por algum necessitado.

Por tudo isto cara professora (sim, porque continua a ser uma composição da primária), não tendo sido o meu Verão Azul, estas foram umas férias em que aprendi uma lição muito valiosa. Afinal, um miúdo de 10 anos anda de bicicleta melhor que eu.